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Uma das coisas impressionantes da visão de Martinho Lutero sobre a vida cristã é a sua absoluta simplicidade. Ao se opor a piedade medieval, com suas múltiplas ordens sagradas, suas penitências e peregrinações, Lutero apresentou um Cristianismo para todos. E contra o pano de fundo da sua própria psicologia complicada e escrupulosa, ele descobriu a paz que vem direto da suficiente ação salvadora de Deus no Cristo crucificado. Se Agostinho libertou a igreja da piedade auto-martirizante de Pelágio, Lutero a libertou de séculos de complicações ofuscantes.

Veja sua compreensão das fontes da salvação, por exemplo: Cristo ofertado na Palavra pregada, Cristo ofertado no batismo e na Ceia do Senhor. Ouvir, lavar e comer: três das atividades humanas mais básicas e cotidianas que não exigem nenhum talento especial. Atividades que transcendem todas as categorias humanas das quais nos importamos em criar para tornar as coisas mais complicadas, seja com base na idade, classe, etnia, etc.

Uma vida cristã fundamentada nas simples ferramentas estabelecidas nas Escrituras pode muito bem rebater a estética de um mundo em detrimento do espetacular e inovador, mas, no entanto, surge de um dos aspectos mais poderosamente graciosos do ensino bíblico na salvação: Deus não faz acepção de pessoas. Lutero viu isso claramente: Deus considera a humanidade como os que estão "fora de Cristo" e sujeitos às penalidades da Lei, ou os que estão "em Cristo" e, portanto, se beneficiam de Sua pessoa e trabalho. A questão-chave para os cristãos - e, portanto, para os que estão no ministério pastoral - era simplesmente de como alguém pode se unir a Cristo.

Para Lutero, a resposta era simples: pela fé agarrando-se na promessa de Cristo oferecida em sua Palavra e sacramentos. Assim, o chamado do ministério foi moldado de forma mais profunda pelo fato de que que eram essas as ferramentas que precisam ser usadas. E a vida individual de cada cristão é moldada do mesmo jeito significativo ao darmos a devida atenção para essas duas coisas. Ao passar pelo prumo da simplicidade e objetividade neste ponto, todo o resto é revelado como uma simples confusão - uma bagunça que escurece ou distrai da coisa real.

Ler Lutero pode ser muito libertador. Muitas pessoas que lutam sob o peso de seu próprio pecado e de suas próprias tentativas de alcançar a Deus, foram libertas pelo seu discernimento de que o evangelho é a boa notícia do que Deus fez por nós, e não do que nos exige que façamos para Ele.

 
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Tradução: Paulo Cunha

 

O que passo a narrar abaixo são fatos:
1. O pregador leu a passagem sobre a a concepção virginal de Cristo e gastou vários minutos dando uma aula de suposições sobre a configuração do DNA de Jesus.
2. O pregador leu a passagem em Mateus 4 sobre a tentação do Senhor e pregou sobre a astúcia de Satanás.
3. O pregador leu o episódio narrando que quatro homens subiram ao eirado para baixar o paralítico no lugar onde Jesus se encontrava, dentro de uma casa, e teceu vários pontos sobre a amizade daqueles homens.
Meu ponto: se boa parte dos nossos pregadores são capazes de ler textos nos quais o personagem principal é Jesus e conseguem pregar a respeito de outra coisa, imagina quando pregam no Antigo Testamento.
Quero ser como Paulo:
1 Coríntios 1.23
"mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios"
1 Coríntios 2.2
"Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado"
Gálatas 3.1
"Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado?"

A tendência do ser humano é acreditar que ele é bom e que por isso faz coisas boas. E quando ele duvida disso os milhares de livros de autoajuda são usados para levantar a estima de seus leitores, realçando e fortalecendo as suas qualidades e menosprezando os erros e defeitos.
Por esta razão, ao se deparar com a realidade do céu e do inferno, este conceito de bondade o faz entender que irá para o céu. A final, seus próprios méritos o fez cumprir parcialmente a lei divina: “Eu sou uma pessoa boa, nunca matei, nunca roubei, eu dou meu dinheiro para a igreja, ajudo os necessitados”. Será que nossas ações são totalmente boas?
Não somos bons como imaginamos. O Evangelho nos confronta, mostrando que quando olhamos para nosso coração, somos pecadores e inclinados para os prazeres oferecidos por este mundo, incapazes de cumprir a lei divina. Não merecemos ir para o céu e desfrutar desta benção incomparável. Pelo pecado da nossa autossuficiência merecemos o inferno. Não temos nenhuma moeda de troca. Por este motivo Paulo afirma: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” Efésios 2.8

Um irmão de nossa congregação perguntou sobre como responder a pessoas em certas circunstâncias de provocação, aquelas que irritam sobremaneira. Disse a ele: Sempre precisamos de sabedoria do alto. Quando se trata de pessoas tolas a sabedoria necessária toma dois caminhos. Veja estes dois Provérbios (Cap 26:4-5): "Não respondas ao insensato segundo a sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele." Neste caso, o certo é não respondê-lo na sua altura de estultice. Mas o verso seguinte diz: "Ao insensato responde segundo a sua estultícia, para que não seja ele sábio aos seus próprios olhos." Fato: existe o estulto que ouve e o que não ouve. Dependendo das circunstâncias, use o caminho apropriado. Vale para a vida, seja face-a-face seja pelo seu teclado!

Esta semana marca, de forma bem visível, a idolatria religiosa que ainda impera em nosso pais. Veremos, por todos os lados, as coisas mais ‘impensáveis’, mas que, de certa forma, sempre estiveram presentes na religiosidade popular brasileira. Veremos pessoas fazendo sacrifícios físicos imensos, caminhando muitos quilômetros, carregando cruzes, imagens, objetos e até marcando o seu corpo com auto flagelação. Ouviremos pela mídia simpatizante relatos de supostos milagres alcançados e promessas que precisam ser pagas, sob a penalidade de ver a bênção revertida. Já nos acostumamos a tudo isto, ano após ano.

O que muitas vezes não percebemos é que este mesmo tipo de idolatria tomou conta dos arraiais chamados evangélicos. O velho evangelicalismo está dando lugar a um “outro evangelho” que troca a fé nas Escrituras por um misticismo individualista com manifestações coletivas. Em geral, o que acontece na igreja evangélica hoje não é um reflexo da aplicação da Palavra de Deus sobre a vida de pessoas transformadas pelo Evangelho. Quando Deus nos dá a sua Palavra, diz-nos que foi dada para ser ‘ensinada, aprendida, cumprida e guardada’ e que isto deveria gerar temor no coração das gerações (veja Deuteronômio 6.1-2). Mas hoje, ensina-se nas igrejas ao redor que uma boa igreja é aquela na qual eu me ‘sinto bem’ e que satisfaz meus anseios. Disto temos as mais variadas provas, inclusive no tipo de programação oferecida ao público: culto disto e culto daquilo onde, na verdade, há um ‘culto de si mesmo’ (Colossenses 2.23) e das ambições humanas (Salmo 131). As conseqüências vemos nas águas benzidas, rosas ungidas, fitas, novenas e orações de poder.

No entanto, tenho a impressão que o culto das ambições humanas, tão claramente marcado em nossa sociedade consumista, é uma das formas permanentes de idolatria que mais nos ameaçam e que muitas vezes sequer percebemos. A ironia da situação é que nos escandalizamos com a idolatria exposta da religião e não percebemos a idolatria intrínseca do nosso coração. Em Isaías 44 o profeta nos fala deste tipo de tolice que acomete o homem. Ele nos diz:

Um homem corta para si cedros, toma um cipreste ou um carvalho, fazendo escolha entre as árvores do bosque; planta um pinheiro, e a chuva o faz crescer. Tais árvores servem ao homem para queimar; com parte de sua madeira se aquenta e coze o pão; e também faz um deus e se prostra diante dele, esculpe uma imagem e se ajoelha diante dela. Metade queima no fogo e com ela coze a carne para comer; assa-a e farta-se; também se aquenta e diz: Ah! Já me aquento, contemplo a luz. Então, do resto faz um deus, uma imagem de escultura; ajoelha-se diante dela, prostra-se e lhe dirige a sua oração, dizendo: Livra-me, porque tu és o meu deus.” (vs. 14-17)

Percebem a ironia da situação? Um homem planta a árvore e da mesma árvore que plantou tira a lenha para aquecer o pão e fazer um ídolo. Depois, faz um pedido: livra-me! Diríamos, olhando para este homem: que tolice.

Pois hoje, a situação não é tão diferente, ainda que seja mais sofisticada. Hoje, não mais plantamos uma árvore, reflorestamos. Quando cortamos nossas áreas reflorestadas, o fazemos com grandes e potentes máquinas. Depois disto, enviamos o produto por meio de sistemas de transportes a fábricas que refinam o material e, finalmente, produzem o papel. Nele, imprimimos de tudo, nossa cultura e nossas idéias (livros, jornais, revistas) e nosso idolatrado capital (cédulas, cheques, promissórias e títulos).

Em resumo, com grande sofisticação, o homem moderno faz o mesmo que aquele homem 'primitivo' mencionado em Isaías 44.

Pergunto: será estamos livres da idolatria que vamos contemplar durante esta semana?

As eleições se aproximam e a frustração diante da situação política da nação cresce. Vemos todo tipo de propaganda política, das mais ridículas e/ou intelctualóides até algumas que fazem algum sentido. Na internet correm milhares de emails com as mais estranhas ideias a respeito de política e políticos, inclusive a crescente campanha ‘eu não voto em pastor’, que deve ter muitos adeptos entre evangélicos e não evangélicos (com provável razão). Em alguns casos, denominações fecham apoio político com um ou mais candidatos e pressionam seus fiéis a votarem, num tipo de antigo ‘voto de cabresto’. Existem, ainda, aqueles que entendem que a separação entre Igreja e Estado envolve o silêncio absoluto de pastores e líderes quanto a política, ou seja, no ensejo de separar as esferas de soberania, as igrejas locais e seus líderes devem ficar mudos... Tudo isto faz com que tomar uma decisão de voto se torne ainda mais difícil.

É obvio que quando nos voltamos para as Escrituras não vamos encontrar instruções diretas sobre como votar nas eleições brasileiras. Logo, temos que buscar os princípios da Escritura que nos orientam na escolha de nossos líderes, na igreja e fora dela.

Volto-me para o texto em que Moisés é orientado por seu sogro, Jetro, na escolha de líderes para ajudá-lo no árduo trabalho de julgar o povo durante a sua caminhada pelo deserto (Êxodo 18):

21 Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez; 22 para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo. 23 Se isto fizeres, e assim Deus to mandar, poderás, então, suportar; e assim também todo este povo tornará em paz ao seu lugar. 24 Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera. 25 Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 26 Estes julgaram o povo em todo tempo; a causa grave trouxeram a Moisés e toda causa simples julgaram eles. 27 Então, se despediu Moisés de seu sogro, e este se foi para a sua terra.


O que este texto nos ensina, basicamente, é que deve-se buscar para a liderança do povo homens com determinados traços na sua capacidade e caráter:

• Capazes
• Tementes a Deus
• Homens de verdade
• Que aborreçam a avareza

Logo, ao buscar o candidato em quem votar, deve-se buscar alguém competente para desempenhar seu papel político, com competência, habilidade e compromisso na qualidade de agente político. Votar em alguém incompetente é votar contra a nação. Dificilmente os candidatos são ‘marinheiros de primeira viagem’, logo, neste quesito é possível avaliar grande parte dos candidatos.

No segundo ponto, ‘tementes a Deus’, fica mais difícil de avaliar, mas não é impossível. Obviamente um candidato não cristão não poderá ser ‘temente a Deus’. No entanto, ao tratar-se de votos para cargos políticos, não precisamos, primariamente, escolher “políticos crentes”. Se pudéssemos ajuntar as duas coisas, melhor, mas caso não seja possível, precisamos observar a ideologia do candidato e verificar se suas propostas políticas não são conflitantes com os princípios mais básicos da fé cristã. Mesmo os candidatos não cristãos podem manifestar conceitos e ideais que se aproximem mais dos valores do cristianismo. Não podemos nos esquecer que Deus criou o homem com consciência e esta pode estar mais ou menos cauterizada pela prática do pecado. Observar a vida de um candidato pode nos mostrar a respeito de sua consciência.

O terceiro aspecto trata do caráter do candidato. Os seus candidatos são homens que costumam falar a verdade e sustentá-la em meio às tempestades políticas? São candidatos que lutaram pelas propostas que fizeram nas últimas eleições ou em cargos que ocuparam? Estão envolvidos em casos de corrupção? Tem coragem de declarar seu voto? Estas são perguntas básicas que podem servir de guia para nossa busca de ‘homens da verdade’.

O quarto e último quesito torna-se mais fácil de ser avaliado com as novas regras eleitorais estabelecidas que exigem a publicação na internet a declaração de bens dos candidatos. Mas também significa estar sintonizado com o que o político tem feito em sua vida pública, quais os escândalos nos quais tem se envolvido; quais as negociatas das quais tem participado. Aborrecer a avareza é o antônimo de enriquecimento ilícito, escândalos, fuga de esclarecimentos e atitudes duvidosas diante de problemas. A avareza é sinônima da aceitação de suborno e perversão do direito.

Tenho dificuldade com os pontos IV e IX do Decálogo do Voto Ético publicado em 1998 pela Associação Evangélica Brasileira, mas, no cômputo geral, me parece uma boa orientação quanto ao que não se deve fazer com o voto:

► I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;
► II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade numa outra direção;
► III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;
► IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem pré-conceitos; (tenho dificuldades com este ponto. Minha preocupação principal é que a confusão tome conta do povo de Deus ao ver seus líderes promoverem este tipo de debate e que, finalmente, estes debates acabem por descambar em promoção de apoio explícito de um ou de outro candidato)
► V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil deve levar os pastores a não tentar conduzir processos político-partidários dentro da igreja, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;
► VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão política. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igrejas.
► VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um político evangélico votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem a prostituição da consciência de um cristão, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Afinal, Jesus não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;
► VIII. Os eleitores evangélicos devem votar, para Presidente da República, sobretudo, baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;
► IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.(minha observação: nem sempre! Apesar de alguns andarem propagando que programa de partido não é programa de governo, o partido, supostamente, defende algumas idéias que devem ser comparadas com os absolutos de justiça que emanam de Deus às sociedades. O irmão que entra em uma canoa furada pode naufragar junto com ela. Ele não tem o direito de esperar um milagre divino que o salve, fazendo-o andar sobre as águas).
► X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Num pequeno artigo, nosso colega, Dr. Valdeci Santos, levanta 4 pontos muito pertinentes quanto ao votar em candidatos evangélicos:

1. Descubra se o candidato evangélico é um evangélico candidato;
2. Conheça o conceito de “serviço cristão” que o candidato possui;
3. Procure fazer distinção entre caráter e carisma;
4. Entenda que o moto “irmão vota em irmão” só é justificado quando o irmão em Cristo possui vocação política comprovada (e adiciono, uma agenda política apropriada).

No mais, eu gostaria de encontrar candidatos que se encaixassem no perfil e que nosso espaço no blog servisse para que apresentássemos perfis, ferramentas de busca para candidatos. Fundamental, em tudo, é obedecer a ordem de Paulo na carta a Timóteo:


Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.( 1Tm 2:1-2)


Recursos:
Para investigar a vida de políticos:
http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/
Para uma aula de política, veja os mais experientes: http://www.youtube.com/watch?v=ArQ2AtzMv4I

Uma casa nova, um bairro novo, uma igreja nova

É assim que se processa na minha mente como a igreja Presbiteriana na Barra Funda está nascendo. Deus deu a nossa família o privilégio de vir morar  este bairro que está se tornando, na verdade, uma nova cidade.

A expectativa de multiplicação demográfica nos próximos 10 anos é estupenda. De ‘gatos pingados’ a uma expectativa de ocupação de acima de todas as demais áreas da cidade de São Paulo (230 habitantes por hectare – o bairro vizinho, de Perdizes, tem 160 habitantes por hectare). Vamos colocar em uma perspectiva mais clara: na quadra onde é nosso apartamento não tinha nenhum imóvel residencial, só comércio e indústria. Agora, já tem 400 apartamentos de 3 e 4 quartos prontos e mais 3 torres com centenas de novos apartamentos sendo construídos. De zero habitantes a milhares, em uma quadra!

Isto colocou diante de nós uma oportunidade

Como pastor há mais de 20 anos, percebi que me acostumei às ovelhas e ao seu cheiro, o que é bom, mas, ao mesmo tempo, me impediu de conviver com aqueles que não pertencem ao rebanho de Cristo. De repente, me vi cercado de centenas de pessoas que estão perdidas, sem pastor, por não terem o Evangelho que pode lhes dar o verdadeiro pastor. A partir dai, é como se não tivesse escolha, abriu-se uma oportunidade e uma porta na qual eu sequer havia batido!

Apresentei o projeto à família, irmãos, pastores, ao conselho da Igreja Presbiteriana da Lapae aos irmãos da Igreja Presbiteriana Paulistana. As portas abertas se alargaram e as perspectivas se avantajaram

diante dos olhos, crescendo tão rápido como a  própria população do Bairro. Posteriormente recebemos a cooperação do Plano Missionário Cooperativo, da IPB. Já nos reunimos para a  formação do grupo base por alguns domingos, adorando, celebrando a Ceia do Senhor e ouvindo a Palavra. Temos sido um grupo constante de pouco mais do que 10 pessoas e temos aprendido com a Palavra a nos fortalecer na graça do Evangelho para poder levá-lo aos que não conhecem. Por isto oramos e convidamos pessoas que o Senhor tem colocado em nosso caminho e isto alegra o nosso coração.

Tudo é muito simples e doméstico, e ao mesmo tempo queremos que seja sério, solene e alegre. Juntos queremos ver uma igreja local crescer com o fundamento da Escritura, teocêntrica, cristocêntrica e conduzida pelo Espírito Santo. Com certeza gostaríamos de receber a visita de  alguns para se alegrarem conosco e compartilhar da fé em nosso Senhor. A Escritura diz que não devemos cobiçar, mas cobiçamos as suas orações por esta igreja nascente.

Nossa missão é muito simples, e não poderia ser outra:  ir e pregar o Evangelho, fazer discípulos, batizar e ensinar!

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